O que zera a redação do Enem
Por Rodolfo Andraderevisado em Como este texto foi feito
Não é fuga ao tema. Em 2025, de cada dez redações zeradas, mais de cinco eram folha em branco — e a fuga ao tema, que é o medo que todo mundo carrega, ficou com 6,4%. Contamos os motivos um a um em dez anos de microdados do Inep.
A resposta curta
As 211.859 redações que tiraram zero em 2025, separadas pelo motivo que o próprio Inep registrou em cada uma:
| Motivo | Redações | Dos zeros |
|---|---|---|
| Em branco | 114.329 | 54% |
| Cópia | 54.840 | 25,9% |
| Texto insuficiente | 16.975 | 8% |
| Fuga ao tema | 13.576 | 6,4% |
| Tipo textual | 5.661 | 2,7% |
| Parte desconectada | 3.408 | 1,6% |
| Anulada | 3.070 | 1,4% |
| Total | 211.859 | 100% |
Microdados do Enem 2025, publicados pelo Inep e varridos linha a linha em 4 de setembro de 2026. São 3.457.555 redações corrigidas no ano — 6,13% delas zeraram. O método está no fim desta página.
O medo está no lugar errado
Pergunte a qualquer pessoa que vai fazer o Enem o que mais zera redação e a resposta vem na hora: fugir do tema. É o que o cursinho repete, é o que o vídeo do YouTube põe na miniatura, é o que a redação de treino mede. E é falso, do jeito mais simples possível de checar: o Inep publica o motivo de cada zero, e dá para contar.
Em 2025, 114.329 pessoas entregaram a folha de redação sem uma palavra escrita. São 54% de todos os zeros do ano, e mais de oito vezes o número de quem fugiu do tema. No ano anterior a proporção foi quase a mesma: 89.786 folhas em branco, 54,3% dos zeros.
E não é gente que faltou. Quem falta não tem redação, não tem situação e não entra nessa conta — o número acima é de pessoas que estavam na sala, receberam a folha, ficaram as cinco horas e meia e a devolveram vazia. Em dez anos de exame isso aconteceu 572.823 vezes.
A folha em branco é o maior motivo de zero em nove dos dez anos que medimos. A exceção existe, é enorme, e tem nome.
2017: o ano em que o medo estava certo
Em 2017 a fuga ao tema zerou 234.317 redações — 77,3% de todos os zeros do ano, e 6,5 vezes o número de folhas em branco. É o único ano da série em que ela não fica em segundo, terceiro ou quarto lugar, e a distância não é pequena: sozinha, ela colocou mais gente no zero naquele ano do que a soma de todos os motivos de 2025.
É por isso que a taxa de zero de 2017 é a maior da série — 6,44% das redações corrigidas — enquanto os anos vizinhos ficam entre 2,27% e 2,7%.
O microdado não diz por quê. Ele registra o rótulo que a banca deu, não o texto nem a decisão por trás dele, e qualquer explicação para esse pico — proposta mais difícil de reconhecer, critério aplicado de outro jeito, as duas coisas — seria invenção nossa. O que o dado sustenta é mais modesto e mais útil: fugir do tema é um risco real e irregular, que num ano pega 4 em cada mil e noutro pega 50.
Quatro documentos oficiais, quatro listas diferentes
Antes de olhar mais números, vale resolver uma coisa que quase nenhuma página em português resolve: qual é a lista. Porque não existe uma. Existem quatro documentos oficiais do Inep respondendo à mesma pergunta, e eles não dão a mesma resposta.
| Documento | Onde | Situações |
|---|---|---|
| Instruções impressas na prova | “Instruções para a redação”, item 4, na folha da propostaEnem 2024 | 4 |
| Edital do Enem 2026 | item 14.7, subitens 14.7.1 a 14.7.8Edital nº 64, de 21 de maio de 2026 | 8 |
| Cartilha do participante | “Quais as razões para se atribuir nota 0 (zero) a uma redação?”edição de 2025 | 9 |
| Microdados do Enem | variável TP_STATUS_REDACAOpacote de 2025 | 7 |
Os quatro nomes levam ao documento, e o do edital é o que deu trabalho: o PDF dele não responde em nenhum caminho tentado no Inep, a página de legislação monta a lista por JavaScript e a busca do Diário Oficial devolve a casca sem resultado para leitor automatizado — mas a página do próprio ato no DOU serve o texto inteiro, e é ela que está aí. A lista da cartilha traz dez marcadores e conta 9 aqui: o décimo é a regra da cópia, que desconta linhas da contagem mínima em vez de zerar a redação, e está explicada mais abaixo.
A diferença não é só de contagem — cada um cala coisas diferentes. Situação por situação:
| Situação | Caderno | Edital | Cartilha | Microdado |
|---|---|---|---|---|
| Fuga ao tema | listada | listada | listada | listada |
| Não atender ao tipo dissertativo-argumentativo | listada | listada | listada | listada |
| Até 7 linhas (texto insuficiente) | listada | listada | listada | listada |
| Parte deliberadamente desconectada | listada | listada | listada | listada |
| Identificação no espaço do texto | listada | listada | listada | não listada |
| Folha de redação em branco | não listada | listada | listada | listada |
| Impropérios, desenhos e outras formas de anulação | não listada | listada | listada | não listada |
| Texto em língua estrangeira | não listada | listada | listada | não listada |
| Letra ilegível | não listada | listada | listada | não listada |
| Cópia dos textos motivadores | não listada | não listada | não listada | listada |
| Desrespeito aos direitos humanos | não listada | não listada | não listada | não listada |
“Microdado” aqui quer dizer tem código próprio, e não pode acontecer: identificação no espaço do texto, letra ilegível e impropérios acontecem e são contados — só que todos dentro do mesmo código, o 2, que o dicionário do Inep chama de “Anulada”. É por isso que a tabela de motivos lá em cima tem uma linha grande chamada “Anulada” e nenhuma chamada “assinou o nome”.
A folha em branco não está impressa na prova
Repare na primeira coluna. As instruções que vêm impressas na folha da proposta de redação — o único texto sobre isso que o participante tem na mão durante o exame — listam quatro situações de nota zero: até sete linhas, fugir ao tema ou não atender ao tipo, parte deliberadamente desconectada, e identificação no espaço do texto.
Folha em branco não está lá. Nem impropérios, nem língua estrangeira, nem letra ilegível. A razão que zera mais gente no Brasil inteiro é a que a prova não avisa — porque, do ponto de vista de quem escreveu as instruções, ela é óbvia demais para escrever. E é: ninguém entrega em branco por não saber que entregar em branco zera.
Só que o efeito colateral é o assunto desta página. Quem procura “o que zera a redação do Enem” recebe, de qualquer site de cursinho, alguma versão de uma dessas quatro listas — quase sempre sem dizer de qual documento veio — e sai achando que conhece o terreno. Conhece a parte que é escrita. A parte que é frequente é outra.
A porta que sumiu: direitos humanos
Tem uma linha na tabela acima que está marcada como ausente nos quatro documentos, e ela é a mais interessante das 11: desrespeito aos direitos humanos. Hoje ela não zera a redação. Já zerou.
O edital do Enem 2016 listava cinco situações de nota zero, e a quarta delas dizia que receberia zero a redação que apresentasse “impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como que desrespeite os direitos humanos”. O manual de redação do ano seguinte repetia a mesma coisa, numa lista de dez razões.
E o dado prova que a regra era aplicada: o dicionário de variáveis que acompanha os microdados de 2016 tem um código 5 chamado “Fere Direitos Humanos”, e 4.827 redações foram zeradas por ele naquele ano — 3,6% dos zeros.
No pacote de 2017 esse código já não existe mais. A lista do dicionário pula do 4 para o 6, e continua pulando até hoje: quem abre os microdados de 2025 vê um buraco no meio da numeração e nenhuma nota de rodapé explicando. Nós contamos também o código 5 em cada um dos dez anos, por garantia — depois de 2016, zero em todos.
O que aconteceu no meio foi judicial: a regra do edital de 2017 foi suspensa pela Justiça ainda naquele ano, antes da correção. O que se pode afirmar com documento na mão é o que veio depois, e está escrito na cartilha do participante que vale hoje:
“Propostas que desrespeitem os direitos humanos receberão nota 0 (zero) na Competência V.”
Cartilha do participante do Enem, edição de 2025, na seção da Competência V.
A porta não fechou: mudou de tamanho. Antes tirava os mil pontos; agora tira duzentos, e a redação continua valendo. É uma diferença que muda a conta de quem escreve, e ela não aparece em nenhuma lista de “o que zera” — porque, tecnicamente, deixou de zerar.
Cópia: o edital parou de dizer, o dado continua contando
O caminho inverso também existe, e é a outra linha estranha da tabela. O manual de redação de 2017 listava, entre as razões de nota zero, a “cópia integral de texto(s) motivador(es)”. O edital em vigor não lista mais: o item 14.8 diz apenas que as linhas copiadas são desconsideradas na contagem do mínimo. Copiar deixou de ser, no papel, uma porta para o zero.
Só que o microdado tem um código próprio para isso — o 3, “Cópia Texto Motivador” — e ele não parou de marcar. Em 2025 foram 54.840 redações, 25,9% de todos os zeros do ano — o segundo maior motivo, atrás só da folha em branco, e 3,1 vezes o que foi no ano anterior.
As duas coisas convivem sem contradição, e a mecânica é a do item 14.8 lida até o fim: as linhas copiadas não contam para o mínimo, então quem copia muito fica com pouco texto próprio — e 7 linhas ou menos é zero por texto insuficiente. O que o dado mostra é que o Inep continua guardando qual foi o caminho até o zero, com um rótulo que o edital não usa mais. Para quem escreve, a conclusão prática é a mesma de sempre e vale repetir sem enfeite: copiar o texto motivador não preenche linha nenhuma.
O que se copia de verdade está medido em copiar o texto motivador: as 20 redações que o Inep publicou foram comparadas palavra por palavra com a proposta da prova delas, e quase tudo que elas repetem é a frase-tema.
Quanto texto é preciso, em palavras e em caracteres, está medido em quantos caracteres tem a redação do Enem, e a régua de linha por linha está em quantas linhas tem a redação do Enem.
Dez anos de zeros
A série inteira, do jeito que sai dos arquivos. São 35.691.563 redações corrigidas e 1.479.650 zeros:
| Ano | Corrigidas | Zeros | Taxa | Em branco | Fuga ao tema | Média | Nota mil |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2016 | 5.844.789 | 132.429 | 2,27% | 49.348 | 45.717 | 530 | 77 |
| 2017 | 4.701.365 | 302.974 | 6,44% | 35.910 | 234.317 | 523 | 53 |
| 2018 | 4.148.250 | 111.990 | 2,7% | 45.600 | 31.714 | 509 | 55 |
| 2019 | 3.923.045 | 143.689 | 3,66% | 56.901 | 40.623 | 571 | 53 |
| 2020 | 2.754.140 | 79.226 | 2,88% | 28.255 | 22.055 | 573 | 28 |
| 2021 | 2.378.379 | 84.582 | 3,56% | 40.259 | 24.777 | 614 | 22 |
| 2022 | 2.493.442 | 129.827 | 5,21% | 57.032 | 31.991 | 618 | 32 |
| 2023 | 2.822.643 | 117.829 | 4,17% | 55.403 | 24.466 | 618 | 60 |
| 2024 | 3.167.955 | 165.245 | 5,22% | 89.786 | 33.357 | 625 | 12 |
| 2025 | 3.457.555 | 211.859 | 6,13% | 114.329 | 13.576 | 581 | 10 |
“Corrigidas” são as redações com nota publicada, que em todos os anos coincidem com quem esteve presente no primeiro dia — não é o número de inscritos. A taxa é sobre corrigidas de propósito: dividir zero por inscrito misturaria quem entregou em branco com quem nem apareceu.
Zerar a Competência V não é zerar a redação
A nota da redação é a soma de cinco competências de 0 a 200, e a quinta é a proposta de intervenção. Uma redação anulada zera as cinco de uma vez — então, quando se conta quantas pessoas tiraram zero em cada competência, os zeros da redação inteira já estão dentro. O que sobra acima disso é gente que escreveu uma redação válida e levou zero só naquela competência.
Nas quatro primeiras competências essa sobra é quase nada. Na quinta ela é enorme: em 2025, 305.510 pessoas tiraram zero na Competência V com a redação valendo — mais que o total de redações zeradas do ano, e 8,8% de todo mundo que fez a prova. Em 2024 foram 200.196.
Duzentos pontos é um quinto da nota. Não zera a redação, mas põe um teto de 800 nela — e é onde mora hoje, entre outras coisas, a proposta que desrespeita direitos humanos. Quem escreve o texto inteiro e não fecha com uma proposta de intervenção completa está perdendo, sozinho, mais pontos do que a maioria dos erros que os manuais de redação passam a vida corrigindo.
A nota mil ficou 4,6 vezes mais rara
A nota mil é o assunto favorito da cobertura de Enem e o mais mal dimensionado. Em 2025 ela saiu 10 vezes — dez pessoas, em 3.457.555 redações corrigidas. É uma a cada 345.756.
E despencou. Nos 8 primeiros anos da série a nota mil apareceu entre 9,2 e 21,3 vezes por milhão de redações. Nos dois últimos: 3,8 e 2,9. Em números absolutos, 77 redações nota mil em 2016 contra 10 em 2025, com uma diferença de menos de dois milhões de provas entre os dois anos.
Em dez anos e 35.691.563 redações corrigidas, a nota mil saiu 402 vezes ao todo. É menos gente do que cabe num ônibus por ano.
A distribuição tem dentes
Uma última coisa que só aparece quando se olha o ano inteiro de uma vez. Se você desenhar quantas pessoas tiraram cada nota possível, a curva não é lisa — ela é serrilhada, e a serrilha é regular:
Metade das notas possíveis acima de zero é múltipla de 40 — 25 de 50. Mas elas ficam com 56,4% das pessoas, e isso vale para os dez anos medidos, sem exceção. Comparando cada nota com a média das duas vizinhas, as múltiplas de 40 aparecem 1,41 vezes mais do que a vizinhança sugere, e as do meio, 0,67.
A explicação está no edital, e é bonita. A redação é corrigida por dois corretores independentes, cada um dando de 40 em 40 pontos em cada competência, e a nota final é a média dos dois. Quando os dois dão a mesma nota, a média é a própria nota e o total cai sempre num múltiplo de 40. Cada competência em que eles discordam por um degrau ímpar empurra o total 20 pontos para o lado, e é daí que saem as notas do meio. A serrilha da curva é, literalmente, o desenho da concordância entre os corretores — e ela está lá, no dado público, sem que ninguém precise divulgar nenhuma estatística de concordância.
O degrau vazio: ninguém tira 20
No canto esquerdo do desenho tem uma barra que não existe. Depois do zero, a próxima nota possível é 20 — bastaria uma competência em que um corretor deu 40 e o outro deu zero, com as outras quatro zeradas pelos dois. Em dez anos e 35.691.563 redações, isso aconteceu zero vez.
A nota 40, essa sim, sai todo ano: foram 425 em 2025. Entre a redação zerada e a redação mais fraca que já foi corrigida existe um degrau de 40 pontos, e ele é vazio na série inteira. Nenhum documento do Inep diz que 20 é impossível; o que dá para afirmar é que não aconteceu.
O que fazer com isso, se você vai fazer a prova
Três coisas saem direto dos números, e nenhuma delas é a que os manuais enfatizam.
Primeira: entregue alguma coisa. O maior motivo de zero do país é a folha vazia, e o segundo maior no último ano foi copiar em vez de escrever. O piso para ser corrigido de verdade é a 8ª linha — até 7 é “texto insuficiente”, e 16.975 pessoas pararam ali em 2025. Se der tempo de escrever pouco, escreva pouco: uma redação fraca corrigida vale mais que uma folha limpa.
Segunda: passe o texto para a folha oficial com tempo. Rascunho não é corrigido, em nenhuma hipótese, e a folha em branco de 114.329 pessoas não distingue quem não escreveu nada de quem escreveu tudo no lugar errado. Saber quanto texto cabe nas 30 linhas antes do dia da prova é justamente o que o contador de linhas da redação faz: cole o rascunho digitado e ele estima quantas linhas da folha oficial aquilo ocuparia.
Terceira: termine com a proposta de intervenção. Mais gente perde os 200 pontos da Competência V com a redação valendo do que gente zera a redação inteira — foram 305.510 contra 211.859 em 2025. É o erro mais caro que não zera nada.
O que esta página não afirma
Não afirma por que cada redação levou o rótulo que levou. O microdado guarda a decisão da banca, não o texto e não a justificativa. “Em Branco” quer dizer que a folha de redação chegou à correção sem texto — não quer dizer que a pessoa desistiu, não quer dizer que ela escreveu só no rascunho, e o dado não sabe qual dos dois foi.
Não separa aplicação regular de reaplicação. O arquivo de resultados junta as duas na mesma tabela e a situação da redação não diz de qual veio. Todos os números aqui são do exame inteiro do ano.
Não conserta a linha que não fecha. Em 2016, e só nesse ano, 1 redação tem nota zero e situação “Sem problemas” ao mesmo tempo. Nos outros nove anos a soma dos motivos bate exatamente com o número de zeros. É uma inconsistência de uma linha em 5.844.789, do dado publicado, e ela fica escrita aqui em vez de ser somada em algum lugar para a tabela ficar redonda.
Não vale como previsão. Cada edição tem proposta, banca e edital próprios, e 2017 está na série exatamente para lembrar que um ano pode não se parecer com nenhum outro.
Como medimos
Os pacotes de microdados de 2016 a 2025 foram baixados do site do Inep e o arquivo de resultados de cada ano foi lido em fluxo, linha por linha, sem amostragem — cerca de 35 GB de CSV, 51.694.078 inscrições no total. De cada linha saíram a situação da redação, a nota, a presença no primeiro dia e as cinco notas de competência.
Os rótulos dos motivos não são nossos: vêm do dicionário de variáveis que acompanha cada pacote, e é comparando um dicionário com o outro que se encontra o código 5 sumindo depois de 2016. Os quatro documentos oficiais foram lidos na origem: o edital do Enem 2026 no Diário Oficial da União, o edital de 2016 e o manual de redação de 2017 dentro dos próprios pacotes que o Inep distribui, e a cartilha do participante no portal do Inep.
Nenhuma porcentagem, média ou razão desta página foi digitada: todas são calculadas na hora do build a partir das contagens brutas, e um teste confere as relações que têm que valer — a soma dos motivos fecha com os zeros do ano, a soma da distribuição fecha com as redações corrigidas, e as frases que o texto faz em cima dos números estão escritas como assertivas. A primeira versão deste artigo dizia que a folha em branco era o maior motivo em todo ano medido; foi o teste que encontrou 2017, e por isso 2017 virou uma seção em vez de virar um erro publicado.
Antes de ir
Se o que trouxe você até aqui foi a dúvida sobre tamanho, os dois artigos irmãos medem isso com o mesmo corpus de redações que o Inep publicou: quantas linhas tem a redação e quantos caracteres ela tem. E o contador de linhas da redação responde, para o seu rascunho, se ele cabe na folha.