última revisão
17 de agosto de 2026
Como a gente faz
De onde sai a informação, o que é medido antes de virar afirmação, como cada ferramenta é conferida e o que acontece quando a gente erra. Cada coisa afirmada aqui pode ser checada nas páginas do site, sem confiar na nossa palavra.
Quem responde
Uma pessoa: Rodolfo Andrade, quem responde pelas ferramentas e pelos textos. Todo artigo do site leva a assinatura dele logo abaixo do título, com a data, e nada é publicado aqui sem passar por ele — página por página, uma de cada vez. Quem responde pelo site como empresa, com CNPJ e cidade, está em Sobre.
Achou erro? contato@avancci.com.br é lido por ele. Correção de erro apontado por leitor entra no texto com a data da revisão trocada — é o que faz a linha “revisado em” aparecer na assinatura de um artigo.
De onde sai a informação
Da fonte original, lida na fonte. Quando um artigo fala de lei, o link vai para o texto da lei no Planalto, com artigo e parágrafo — não para outro blog que resumiu. Quando fala de regra da Receita Federal, vai para a instrução normativa. Quando fala de formato técnico, vai para a norma: o gerador de QR Code deste site foi escrito a partir da ISO/IEC 18004, não de uma biblioteca pronta.
Isso é conferível sem confiar na nossa palavra: abra qualquer artigo e clique nos links de fonte. Se um deles apontar para um resumo em vez do documento, é erro nosso e vale um email.
Quando a fonte oficial não resolve a dúvida, o texto diz isso em vez de escolher um lado e fingir certeza. A calculadora de férias, por exemplo, declara na própria página que um dos pontos segue a prática consolidada da folha de pagamento e não a letra da instrução normativa — porque a instrução escreve a isenção para um caso e não para o outro.
O que a gente mede antes de afirmar
Quase todo artigo daqui nasce de uma medição rodada, e o número que aparece no texto é o que saiu dela. Alguns exemplos, todos publicados no artigo que os produziu:
- As 5.571 cidades do Brasil passadas por duas réguas de maiúscula para mostrar que 60,6% dos nomes mudam quando o aparelho está configurado em turco.
- Os 160 símbolos possíveis de QR Code (40 versões × 4 níveis de correção) gerados e devolvidos ao leitor de QR do macOS — 160 de 160 voltaram com o texto original.
- 200 mil folhas de pagamento aleatórias por calculadora de salário, para achar centavo que não fecha, imposto negativo e desconto que não soma.
- 35 páginas brasileiras reais abertas num navegador de verdade para medir quanto de JavaScript sobra quando se tira tag HTML com a expressão que todo tutorial ensina.
Quando a medição contraria o que a gente esperava, o artigo publica o resultado e não a expectativa. E quando ela contraria um número que “todo mundo repete”, o artigo diz qual é o número certo e por que o outro circula.
Como a ferramenta é conferida
A conta de cada ferramenta mora num arquivo separado da tela, com teste automatizado, e o teste roda antes de qualquer coisa subir. Hoje são mais de 2.200 testes.
Teste verde, porém, não prova nada por si só — um teste pode passar sem nunca exercitar a parte que importa. Então cada conta séria daqui passa por um segundo passo: quebrar de propósito. A gente injeta um defeito plausível de cada vez — trocar um sinal, inverter uma ordem, apagar uma linha — e exige que algum teste fique vermelho. Defeito que passa vivo por todos os testes é teste ruim, e ele é reescrito.
Foi assim que se pegou, por exemplo, um gerador de senha que passava em 137 testes usando sorteio inseguro, e um QR Code que saía bonito na tela com o conteúdo cortado numa versão específica da norma.
em palavras simples
A gente não confia em teste que nunca falhou. Antes de publicar, a gente estraga o código na mão para ver se o teste acusa.
O que acontece quando a gente erra
A parte mais frágil de tudo que está descrito acima é a prosa, não a conta — a conta tem teste e a frase não. É exatamente ali que os erros deste site apareceram: uma afirmação sobre CPF que a fonte não sustentava, uma lei datada no ano errado, uma citação apontando para o inciso vizinho. Todos corrigidos no texto.
Erro corrigido troca a data de revisão do artigo, que é o que faz aparecer o “revisado em” na assinatura. A gente não apaga o texto errado e republica como se fosse novo: a data de publicação continua sendo a original.
Onde uma correção muda a conclusão, o artigo diz o que estava escrito antes. É mais desconfortável e é a única versão útil para quem leu a primeira.