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Extrair e-mails

Cole o texto e leve só os endereços — inteiros. Sem cadastro, sem o que você colou sair do navegador, e com o relatório do que foi consertado e do que tinha arroba mas não era e-mail.

O texto não sai do seu navegador — fechou a aba, sumiu.

Separar os endereços com
Na lista

O domínio já sai em minúsculas sempre. Esta caixa mexe no nome antes do arroba, que o padrão trata como sensível a maiúsculas.

Tentar recuperar

Os endereços aparecem aqui, enquanto você cola.

O endereço que volta errado e parece certo

Extrator de e-mail é um daqueles programas em que o defeito não aparece. Se ele deixasse endereço para trás, você notaria — a lista viria curta. O que acontece é pior: ele devolve um endereço menor do que o que estava lá. ana+lista@empresa.com.br vira lista@empresa.com.br, que tem cara de endereço, entra na planilha, entra na campanha e só se desmente no relatório de entrega, uma semana depois.

Isso não é suposição. As quatro ferramentas brasileiras que aparecem nessa busca foram abertas em 2026-08-09 e a expressão que cada uma usa foi lida no código delas — três estavam à vista no site, e a da primeira colocada estava dentro de um eval empacotado, que foi desempacotado para ser lido. As quatro moram no nosso repositório e são rodadas de novo a cada publicação desta página, que é de onde saem todos os números daqui.

O que estava no textoextrator.com.brdigitalside.com.brwebgenium.com.brcodesnip.com.brAqui
apelido depois do +devolveu erradolista@empresa.com.brdevolveu erradolista@empresa.com.brcertocertocerto
nome com acentodevolveu erradoo.silva@empresa.com.brdevolveu erradoo.silva@empresa.com.brdevolveu erradoo.silva@empresa.com.brdevolveu erradoo.silva@empresa.com.brcerto
domínio com acentonão achounão achounão achounão achoucerto
ponto final da frasecertodevolveu erradocontato@empresa.com.br.devolveu erradocontato@empresa.com.br.certocerto
partido em duas linhasnão achounão achounão achounão achoucerto
arroba escrito por extensonão achounão achounão achounão achoucerto
espaço no meionão achounão achounão achounão achoucerto
caractere invisível dentronão achounão achounão achounão achoucerto
versão de pacoteinventouvue@3.4.21inventouvue@3.4.21inventouvue@3.4.21não achou — certonão achou — certo
perfil de rede socialnão achou — certonão achou — certonão achou — certonão achou — certonão achou — certo

A linha do nome com acento é a que mais dói em português: as quatro devolvem o.silva@empresa.com.br para joão.silva@empresa.com.br, comendo as três primeiras letras e entregando um endereço que existe como texto e não existe como caixa.

Os 19 sinais que o padrão permite antes do arroba

O RFC 5322 diz quais caracteres podem aparecer no nome do endereço, e além de letra e número são estes: ! # $ % & ' * + - / = ? ^ _ ` { | } ~. Testando um por um, dentro do mesmo endereço, cada uma das quatro devolve um endereço cortado na maioria deles — a pior delas em 17 dos 19, a melhor em 15. Em nenhum desses casos elas devolvem vazio: elas devolvem outra coisa.

RéguaCorta o nome emExemplo do que ela devolve
extrator.com.br17 de 19ana!paula@… → paula@empresa.com.br
digitalside.com.br17 de 19ana!paula@… → paula@empresa.com.br
webgenium.com.br16 de 19ana!paula@… → paula@empresa.com.br
codesnip.com.br15 de 19ana!paula@… → paula@empresa.com.br
Aqui0 de 19devolve o endereço inteiro nos 19

Vale a honestidade: a maioria desses sinais é rara em endereço de gente. O + não é — é o apelido que o Gmail e quase todo provedor moderno usam para separar assinaturas —, e o acento também não, em português. O resto é raro e silencioso, que é a pior combinação possível: quando acontece, ninguém procura.

O final do endereço: 1.438 existem, e nem todo mundo lê todos

A lista de finais de endereço tem dono: a IANA publica tlds-alpha-by-domain.txt, com 1.438 entradas na versão lida em 2026-08-09 1.287 delas em letras comuns. Montamos um endereço com cada um desses 1.287 finais e passamos as cinco réguas. Não é amostra: é a lista inteira.

RéguaLê certoDevolve cortadoNão acha
extrator.com.br1.0891980
digitalside.com.br1.28700
webgenium.com.br1.28700
codesnip.com.br1.1050182
Aqui1.28700

Os dois achados dessa varredura. A primeira colocada da busca come uma letra do final em 198 deles — o exemplo medido é contato@empresa.accenture voltando como contato@empresa.accentur. E uma das outras perde o endereço inteiro em 182 finais, todos os que passam de sete letras: .marketing, .international, .consulting e por aí.

Conferir o final contra essa lista também é o que faz esta ferramenta recusar vue@3.4.21 de um npm install, que três das quatro entregam como se fosse e-mail, e avisar sobre contato@empresa.con, que as quatro entregam calada. O que ela não faz é dizer se a caixa existe: final que existe não é domínio que existe, e domínio que existe não é caixa que recebe. Descobrir isso exige conversar com o servidor do outro lado, e nenhuma requisição desta página carrega o que você colou.

O que ela conserta — e conta que consertou

Quatro coisas quebram endereço em texto colado, e nenhuma das quatro concorrentes acha nada em nenhuma delas:

  • O PDF partiu o endereço no meio, porque a coluna acabou: contato@empresa numa linha e .com.br na seguinte.
  • A página escondeu o arroba para o robô não achar: “contato (arroba) empresa.com.br”, “contato [at] empresa [dot] com”.
  • O endereço veio com espaço no meio, que é a mesma tentativa de esconder, escrita de outro jeito.
  • Tem caractere invisível dentro — hífen suave do PDF, espaço de largura zero de página web. Você não vê nada e nada funciona.

Ela conserta os quatro e marca cada endereço remendado no relatório, porque remendo é palpite: quem vai mandar a mensagem precisa saber quais endereços a ferramenta montou em vez de ler. E existe um freio para os remendos que montam endereço — arroba escrita, ponto escrito, espaço no meio, linha quebrada: se o que saiu da montagem tem um final que não existe, é recusado em vez de publicado, com o motivo dito. O conserto de caractere invisível fica fora do freio de propósito: ali o endereço já estava no texto, só sujo, e um final errado nele ganha o mesmo aviso que ganharia limpo. O “at” solto do inglês — “visit us at empresa.com.br” — nem chega a ser tentado: só o “(at)” entre parênteses ou colchetes vale como arroba escrita.

Ponto no Gmail, apelido com + e a mesma caixa duas vezes

O Google diz na Central de Ajuda dele, na página “Pontos são irrelevantes nos endereços do Gmail”, que “se o remetente acrescentar pontos desnecessários ao seu endereço de e-mail, você receberá a mensagem mesmo assim”. Então ana.paula@gmail.com, anapaula@gmail.com e anapaula+loja@gmail.com são três linhas na sua lista e uma caixa só — três disparos, três cobranças, uma pessoa irritada. O relatório aponta isso.

A mesma página do Google faz a ressalva que a ferramenta respeita: em conta de empresa ou escola com domínio próprio, o ponto faz diferença. Por isso a regra vale só para gmail.com e googlemail.com — no seu domínio, duas grafias são dois endereços, e é assim que elas saem daqui.

Por que ela não desce tudo para minúscula sozinha

As quatro concorrentes descem, por padrão. O RFC 5321, que é a norma do SMTP, diz na seção 2.4 que o nome antes do arroba é sensível a maiúsculas e que só o servidor de destino sabe interpretá-lo; o domínio, esse segue as regras de DNS e não é. Aqui o domínio desce sempre — isso é seguro e resolve CONTATO@EMPRESA.COM.BR — e o nome só desce se você marcar a caixa. Na prática quase todo servidor trata igual; a diferença é que aqui isso é uma escolha sua e não um silêncio nosso.

Endereço com acento existe?

Existe, e o Brasil é um dos lugares onde ele aparece: o registro.br aceita domínio acentuado, e o padrão de e-mail internacionalizado (RFC 6531, o SMTPUTF8) permite letra fora do ASCII dos dois lados do arroba. Só que ele só chega se o servidor do outro lado falar esse padrão, e muitos ainda não falam. Esta ferramenta não corta esses endereços — devolve inteiros — e coloca o aviso ao lado, que é a única resposta honesta: o endereço é legítimo, e a entrega depende do outro lado.

Extraiu. E agora? A parte que a LGPD decide

Esta é a pergunta que quase nenhuma página dessa busca faz, e ela vale mais que a lista. Endereço de e-mail de pessoa física é dado pessoal. A LGPD tem uma dispensa que costuma ser citada — o art. 7º, § 4º: “É dispensada a exigência do consentimento previsto no caput deste artigo para os dados tornados manifestamente públicos pelo titular, resguardados os direitos do titular e os princípios previstos nesta Lei” — e é justamente o fim dessa frase que quase ninguém lê junto.

Dois artigos seguram o resto. O art. 7º, § 3º manda considerar “a finalidade, a boa-fé e o interesse público que justificaram sua disponibilização”: a prefeitura publicou o e-mail da ouvidoria para você falar com a ouvidoria, não para receber a sua promoção. E o art. 6º cobra finalidade — propósitos “legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular” — e necessidade, o mínimo necessário. Uma lista raspada de páginas não passa nem no primeiro.

Uma medição de curiosidade que diz muito: o texto da LGPD no site do Planalto não escreve e-mail nenhuma vez — nem “email”, nem “correio eletrônico”, nem “endereço eletrônico”. Contamos. Quem procura no texto da lei a regra do disparo não acha, porque a regra não é sobre e-mail: é sobre dado pessoal, e o e-mail é um.

O uso tranquilo desta ferramenta é o do dia a dia: recuperar os endereços de um PDF de contatos que a sua empresa já tem, tirar as duplicatas de uma lista de inscritos, transformar o e-mail institucional de dez fornecedores numa linha de Cco. Montar base de disparo com endereço raspado da internet é outra coisa, e essa outra coisa tem lei.

O texto sai do meu computador?

Não. A extração inteira acontece dentro do seu navegador, enquanto você cola: não existe servidor recebendo o seu texto, não existe cadastro e nada fica guardado. Fechou a aba, acabou.

Isso não é obviedade nessa busca, e dá para conferir sem acreditar em nós. Na primeira colocada, o botão “Salvar” é o submit de um formulário que faz POST para um endereço no servidor deles — está escrito no action do formulário, à vista de quem abrir o código-fonte da página. Extrair, lá, é no navegador; salvar é mandar a sua lista para a máquina de outra pessoa. Aqui não há para onde mandar: abra o painel de rede do seu navegador e cole um texto — nenhuma requisição carrega o que você colou.

Ela extrai de um site inteiro?

Não, e é decisão. Esta ferramenta lê o texto que você cola — de um PDF, de uma planilha, de uma página que você abriu, de uma conversa. Sair varrendo sites atrás de endereço é outro programa, com outra conta a prestar, e é exatamente o que a seção acima está dizendo para você não fazer sem pensar.

E se eu quiser a lista limpa de outro jeito?

A saída já sai sem repetidos, em ordem alfabética se você marcar, e com o separador que a sua ferramenta de destino pede — uma por linha para planilha, vírgula ou ponto e vírgula para o campo Cco do cliente de e-mail. Se o que você tem já é uma lista de endereços e o problema é outro, o site tem a ferramenta certa: remover linhas duplicadas quando a lista repete, e ordem alfabética quando ela só precisa ser ordenada.