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Limpar formatação de texto

Cole o texto que veio do Word, do PDF ou de um site e escolha o que tirar: espaço duplo, espaço invisível, tabulação, linha em branco sobrando. No fim, a ferramenta diz quantos achou de cada coisa.

O texto não sai do seu navegador — fechou a aba, sumiu.

O que tirar

Dois ou mais espaços seguidos entre palavras.

Some também a indentação: código colado volta encostado na margem.

O Tab que veio de planilha ou de editor de código.

Espaço duro, fino e ideográfico: iguais na tela, diferentes para a busca.

Largura zero, marca de ordem de byte e hífen suave. O juntador de emoji fica.

“assim” vira "assim". Foi a autocorreção que trocou, não você.

2019–2020 vira 2019-2020. Cuidado: o travessão de diálogo também cai.

oficial vira oficial. É o que faz a busca não achar a palavra do PDF.

Quebra de linha

O texto sai com as mesmas linhas que entrou.

Para texto de PDF. Parágrafo em branco e item de lista continuam separando — mas título sem ponto final gruda no que vem embaixo, e palavra composta quebrada no próprio hífen perde o hífen.

Todas as quebras somem e o texto vira um parágrafo corrido.

Linha em branco

O vão fica do tamanho que veio.

Vão de seis linhas vira um. Linha em branco nas pontas do texto some.

Os parágrafos ficam colados, uma linha embaixo da outra.

Resultado

O texto limpo aparece aqui, enquanto você cola.

Ela conta o que achou, e é para isso que ela serve

Quase todo limpador de texto é um botão só: você cola, o texto sai arrumado e você nunca fica sabendo o que estava ali. Só que a pergunta que costuma trazer alguém até esta página não é “limpe meu texto” — é “por que o PROCV diz que estas duas células são diferentes se elas são iguais na tela?”, ou “por que a busca não acha uma palavra que está bem ali?”.

Texto limpo não responde nenhuma das duas. “3 espaços duros e 1 hífen suave” responde as duas de uma vez. Por isso o relatório fica do lado do resultado, e por isso ele conta até o que a ferramenta não mexeu: se as aspas curvas estão lá e a chave está desligada, a página diz isso em vez de fingir que o texto ficou impecável.

O espaço que não é espaço

Existe mais de um caractere de espaço, e na tela todos são um vão branco do mesmo tamanho. O espaço duro vem colado ao copiar página web, onde ele serve para a linha não quebrar entre o número e a unidade. Os espaços tipográficos vêm de PDF. O ideográfico vem de texto em japonês, chinês ou coreano.

Para o computador nenhum deles é o espaço da barra de espaço. É por isso que a célula “São Paulo ” não bate com “São Paulo”, que o TRIM da planilha não resolve (ele só tira o espaço comum) e que o formulário recusa um dado correto.

Pior ainda são os que não têm largura nenhuma: o espaço de largura zero, que sites usam para partir palavra comprida; a marca de ordem de byte, que gruda no primeiro caractere de arquivo exportado; e o hífen suave, que o PDF põe dentro da palavra para poder hifenizar. Nenhum aparece na tela, e qualquer um faz “desenvolvimento” deixar de casar com “desenvolvimento”.

Um caractere invisível fica de fora de propósito: o juntador de emoji. Apagar ele partiria 👨‍👩‍👧 em três pessoas soltas, e ninguém quer isso.

Juntar as linhas do PDF, e o que isso custa

Copiar de PDF costuma trazer o parágrafo picotado, uma quebra de linha a cada linha impressa. A chave “juntar linha quebrada” emenda de volta. A regra é juntar por padrão e segurar quando há prova de que a quebra foi querida: linha em branco em volta, ponto final no fim da linha de cima, item de lista começando embaixo. Ela também desfaz a hifenização — “desenvol-” e “vimento” em linhas diferentes voltam a ser uma palavra só.

O preço é honesto e está aqui, e são dois: título sem ponto final gruda no parágrafo seguinte, e palavra composta quebrada no próprio hífen perde o hífen — “guarda-” numa linha e “chuva” na outra volta como “guardachuva”, porque a hifenização que o PDF inventou e o hífen que já era da palavra são indistinguíveis no texto que sobrou. Não existe regra que acerte todos os casos: a informação que decidiria — “isto é um título”, “este hífen é da palavra” — o PDF jogou fora junto com a formatação. Entre errar aí, onde você vê na hora, e deixar o parágrafo picotado, que é o que você veio consertar, a escolha foi essa. É também por isso que a chave nasce desligada.

Aspas curvas, meia-risca e ligadura

Essas três não são sujeira: são escrita. A autocorreção do Word troca a aspa reta por curva e o hífen entre números por meia-risca; o PDF junta “f” e “i” numa ligadura, um caractere só que desenha as duas letras. Na tela tudo parece normal, e é justamente aí que o problema passa: você olha “2019–2020” e lê um hífen, mas a busca por “2019-2020” não acha nada.

Como alguém escreveu aquilo, trocar por conta própria seria a ferramenta editando o seu texto. Por isso as três vêm desligadas e aparecem no relatório mesmo assim — o número está lá, e a chave fica com você. Cuidado com uma delas: ligar “meia-risca e travessão viram hífen” também derruba o travessão de diálogo.

O que ela não faz

  • Não corrige ortografia nem gramática. Ela mexe em espaço, quebra de linha e caractere, nunca em palavra.
  • Não tira acento. Isso é outra conversão, e está no conversor de texto.
  • Não preserva indentação. Tirar espaço da ponta da linha é o que ela existe para fazer, então código colado volta encostado na margem. Se for código, desligue essa chave.
  • Não envia o seu texto para lugar nenhum. A limpeza acontece dentro do seu navegador. Fechou a aba, sumiu.

Serve para texto do ChatGPT?

Para a formatação, serve: texto gerado por IA costuma chegar com espaço duplo, linha em branco a mais e travessão no lugar do hífen, e as chaves daqui resolvem os três. Para o jeito do texto, que é outra coisa, o analisador de texto com cara de IA aponta as muletas e as fórmulas prontas — limpar espaço não muda uma frase.

Como saber se ainda sobrou alguma coisa

O contador de caracteres conta tudo que está lá, invisível incluído. Se ele mostrar mais caracteres do que você consegue ver, a diferença é exatamente o que o relatório desta página lista pelo nome.