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Texto com cara de IA

Cole o texto e veja onde ele soa a máquina: as muletas, as fórmulas prontas, as frases todas do mesmo tamanho. Sai com os trechos marcados, uma nota e o comando para consertar.

Funciona a partir de 120 palavras, em português, até 5.000 de uma vez.

O texto não sai do seu navegador — fechou a aba, sumiu.

Cole um texto acima. Ele volta com os trechos de lero-lero marcados, uma nota de 0 a 100 e a receita para consertar.

Conferido por Como a gente confere

A pergunta que isto responde

É uma só: o seu texto tem cara de IA genérica? Cole o que a IA escreveu e a página mostra as marcas — muleta, fórmula pronta, hesitação em série, parágrafo sem um dado, texto que não cita nada nem ninguém.

Nota alta não quer dizer “foi gente que escreveu”. Quer dizer que o texto não carrega as marcas do texto gerado sem direção. Se você conduziu bem a IA — deu contexto, exemplo, número, nome —, ela escreve sem essas marcas e a nota sobe. É esse o uso: medir o que sobrou de molde e cortar.

E a pergunta que isto não responde é quem escreveu. Nenhum programa sabe, e quem promete isso está vendendo certeza que não existe: a própria OpenAI aposentou o detector dela — acertava 26% dos textos gerados em inglês e acusava 9% dos humanos de serem máquina, um em cada onze condenado à toa. Em português seria pior, e a própria OpenAI escreveu isso. Aqui a nota é sobre o texto, nunca sobre quem o assinou — texto de gente com pressa também sai cheio de lero-lero.

Quero humanizar meu texto — serve?

Serve, e de um jeito diferente do que os humanizadores fazem. Eles reescrevem por você, e o que volta costuma ser o mesmo texto com sinônimos trocados — às vezes com erro plantado de propósito para enganar detector, o que estraga o texto e não engana ninguém.

Aqui você recebe a receita: um comando pronto, montado a partir do que foi achado no seu texto — quais muletas cortar, quantas vezes cada uma aparece, quantos parágrafos saíram com o mesmo tamanho. Você cola esse comando na IA que já usa, junto com o texto, e ela reescreve. Fica melhor porque a instrução é específica, e continua seu porque você viu o que estava errado.

O que a nota quer dizer

Ela começa em 100 e desconta pelo que encontra, e a conta aparece na tela inteira: cada categoria, quanto tirou e quantas marcas eram. Se você discordar de um desconto, os trechos que o produziram estão marcados logo abaixo — a nota não é um oráculo, é uma soma.

Clareza não desconta nada. Escrever bem, organizar em parágrafos e acertar a gramática não tiram um ponto. Os pesos foram medidos contra 40 textos escritos por gente, em cinco registros — notícia de agência, blog anterior ao ChatGPT, blog atual, verbete de enciclopédia e crônica de jornal do século XIX. Nenhum dos quarenta sai da faixa limpa; o pior fica em 88.

Isso é o que a medição prova, e é só isso: a régua não reprova texto de gente. Ela não prova, e não tem como provar, que separa texto gerado de texto escrito à mão. A régua também é blog, que é o que quem usa isto escreve: petição e artigo científico têm outro sotaque e vão levar desconto que não merecem.

Duas coisas pesam pouco de propósito: conector e adjetivo. São as categorias que mais aparecem em texto humano bem escrito, e cobrar caro delas reprovaria quem só escreve com transição. Muleta e fórmula pesam três vezes o adjetivo e cinco vezes o conector, porque em texto de gente elas quase não aparecem.

Cada categoria tem um teto: repetir a mesma muleta quinze vezes é um problema, não quinze. Quando o teto entra, a tabela diz — é por isso que uma linha com menos marcas pode descontar mais que outra com mais.

O que só você resolve

Metade do que faz um texto parecer máquina não está em nenhuma palavra — está no que falta. Nenhum programa mede isto:

  • Tem tese? O texto defende alguma coisa, ou só descreve o assunto por todos os lados? Cobertura de enciclopédia é o modo padrão de quem gera texto.
  • Alguém que te conhece reconheceria você aqui? Uma opinião, uma implicância, uma escolha de palavra que só você faria. Neutralidade perfeita não é isenção — é ausência.
  • Tem exemplo que só você teria? Caso concreto, número que você mediu, coisa que aconteceu com você. Exemplo genérico é o que qualquer um escreveria sobre qualquer coisa.
  • As listas são de verdade? Enumerar em trio soa organizado e quase sempre é enfeite. Se o terceiro item existe só para fechar o trio, ele não existe.
  • A conclusão acrescenta algo? Ou ela repete o que já foi dito com outras palavras? Fecho que resume não conclui nada.

Seu texto não sai daqui

A análise inteira roda dentro do seu navegador. O seu texto não é enviado para servidor nenhum, nada fica guardado, não existe cadastro — fechou a aba, acabou. É por isso que o resultado aparece enquanto você digita, sem botão de “analisar” e sem espera.

Uma ressalva honesta, porque ela é sua para decidir: quando você levar a receita para o ChatGPT, o Claude ou outra IA, o texto vai para o servidor daquela empresa — como vai qualquer coisa que você cola lá. A promessa de privacidade desta página é sobre esta página.

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O contador de caracteres diz se o texto cabe no X, no Instagram ou no SMS, e o conversor de texto arruma caixa alta, acento e espaço sobrando.

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