Calculadora de salário líquido
Quanto do seu salário chega na conta em 2026 — com o INSS faixa por faixa e o imposto de renda já com a redução da lei nova, a que zerou o IR de quem ganha até R$ 5.000 por mês.
O valor do contrato, antes de qualquer desconto.
Cada um abate 189,59 da base do imposto.
Só a fixada judicialmente entra como dedução.
O desconto para em 6% do salário básico, que é o limite legal.
Plano de saúde, adiantamento, sindicato, o que mais vier.
Escreva o salário bruto e o líquido aparece aqui, com a conta aberta.
A conta é feita no seu navegador — o que você digita aqui não vai para lugar nenhum. Tabelas de 2026: INSS pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, imposto pela tabela mensal da Receita Federal e pela redução da Lei 15.270/2025.
A lei que zerou o imposto até R$ 5.000
Desde janeiro de 2026 vale a Lei 15.270, de 26 de novembro de 2025, que criou o art. 3º-A da Lei 9.250/1995. Ela não mexeu nas faixas da tabela: o que ela fez foi criar uma redução do imposto devido, que entra depois de a conta normal ficar pronta.
- Quem recebe até R$ 5.000 por mês tem redução de até R$ 312,89, “de modo que o imposto devido seja zero” — é o texto da lei.
- Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 a redução desce em linha reta: R$ 978,62 − (0,133145 × rendimento do mês).
- De R$ 7.350 em diante não há redução nenhuma, e a conta é a de sempre.
Na prática: quem ganha R$ 4.000 tinha R$ 114,76 de imposto pela tabela e hoje paga zero. Quem ganha R$ 6.000 tem R$ 564,85 pela tabela, abate R$ 179,75 de redução e paga R$ 385,10.
Ganhar R$ 5.000,01 não faz você perder dinheiro
É a dúvida que aparece toda vez que uma isenção tem teto, e aqui ela tem resposta: a redução desce aos poucos em vez de sumir de uma vez, exatamente para não criar degrau. Medido nesta calculadora, centavo a centavo de R$ 1.000 a R$ 10.000 de salário, subir o bruto nunca derruba o líquido em mais de R$ 0,02 — e esses dois centavos são arredondamento de folha, não regra.
Dentro da faixa da redução, cada R$ 100 a mais no bruto vira cerca de R$ 49 no líquido. É pouco, e é metade do que entra — mas continua sendo mais.
Por que o INSS não é a alíquota da sua faixa
O desconto do INSS é progressivo desde março de 2020, igual ao imposto de renda: cada faixa cobra só a fatia do salário que cai dentro dela. Está escrito na Emenda Constitucional 103/2019, art. 28, § 1º — “incidindo cada alíquota sobre a faixa”. Quem ganha R$ 5.000 não paga 14% sobre R$ 5.000 (que daria R$ 700) — paga R$ 501,51, que é 10,03% do bruto.
As faixas de 2026, pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026: 7,5% até R$ 1.621,00, 9% até R$ 2.902,84, 12% até R$ 4.354,27 e 14% até R$ 8.475,55.
Esse último valor é o teto: acima dele o desconto trava em R$ 988,09 e não sobe mais. Quem ganha R$ 12.000 tem 8,23% de INSS — menos, em porcentagem, do que quem ganha R$ 6.000.
A dedução que a empresa é obrigada a escolher por você
Na hora de calcular o imposto existem dois caminhos, e a fonte pagadora tem que usar o mais vantajoso para quem recebe:
- Deduções legais: INSS + R$ 189,59 por dependente + pensão alimentícia judicial.
- Desconto simplificado: R$ 607,20 fixos, que substituem todas as deduções legais.
Sem dependentes, o INSS só passa dos R$ 607,20 a partir de R$ 5.754,94 de salário. Abaixo disso, quem desconta “só o INSS” está cobrando imposto a mais de quem ganha menos. A calculadora aqui mostra qual dos dois caminhos usou, e quanto valia o outro.
Dependente abate da base, não do imposto: os R$ 189,59 de cada um viram cerca de R$ 52 a menos de imposto para quem está na faixa de 27,5%.
Vale-transporte desconta no máximo 6%
A empresa pode descontar o vale-transporte do salário, mas até 6% do salário básico — é o parágrafo único do art. 4º da Lei 7.418/1985, que manda o empregador arcar com “a parcela que exceder a 6% (seis por cento) de seu salário básico”. O que passar disso é custo dela. Quem mora longe e ganha pouco é exatamente quem estoura esse limite, e é por isso que a conta aqui aplica o teto em vez de descontar o valor cheio.
Um detalhe que esta calculadora não tem como adivinhar: a lei fala em salário básico, e o campo aqui é o salário bruto. Quem recebe comissão, hora extra ou adicional tem um salário básico menor que o bruto — nesse caso o teto real de desconto é menor que o que aparece aqui, e quem sabe a diferença é o seu contracheque.
O que esta conta não inclui
- FGTS não é desconto. Os 8% são depositados pela empresa numa conta em seu nome — não saem do seu salário e por isso não aparecem aqui.
- 13º, férias, rescisão, hora extra e adicional noturno têm regra própria — inclusive um 13º com tributação exclusiva, que a lei nova também alcança. Cada um é uma conta diferente.
- Descontos de acordo coletivo, plano de saúde, coparticipação e adiantamento variam por empresa: entram no campo “outros descontos”.
De onde vêm os números
- INSS: Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 9 de janeiro de 2026, com efeitos desde a competência de janeiro de 2026.
- Imposto de renda: tabela progressiva mensal da Lei 15.191, de 11 de agosto de 2025, que vale desde maio de 2025 e segue valendo em 2026 — isenção até R$ 2.428,80, dependente de R$ 189,59 e desconto simplificado de R$ 607,20. A página de tabelas da Receita publica essa mesma tabela sob o título “a partir de janeiro de 2026”, o que faz parecer que ela é nova: o que estreia em 2026 é a redução, não a tabela.
- Redução do imposto: Lei 15.270, de 26 de novembro de 2025.
Os cinco exemplos que a Receita Federal publicou para explicar a lei nova — João, José, Maria, Rita e Vera — são teste automático desta calculadora: se alguma linha da conta divergir dos números que eles publicaram, o teste fica vermelho antes de qualquer mudança chegar aqui.
Uma diferença honesta: aqueles exemplos foram publicados em dezembro de 2025 e, mesmo revisados em março de 2026, seguem com a tabela do INSS de 2025. Por isso o caso da Rita termina em R$ 382,88 lá e em R$ 385,10 aqui — a conta é a mesma, a tabela do INSS é que mudou em janeiro. Esta calculadora segue a portaria de 2026.
E o que não foi medido: não comparamos esta conta com a de outras calculadoras. Para dizer que alguma erra seria preciso rodar cada uma, caso a caso, e isso não foi feito.