Gerador de CNPJ
Um CNPJ que passa na conta do dígito verificador, para testar formulário, cadastro e sistema — no formato de sempre ou no novo, com letras. Sorteado no seu navegador, sem consulta a base nenhuma.
Nenhum CNPJ ainda — clique em “Gerar CNPJ”.
Quatorze algarismos, o CNPJ como ele sempre foi. Quem já tem um número assim segue com ele, sem prazo para trocar e sem nada a fazer.
As quatro posições depois da barra ficam 0001, que é como a matriz aparece por convenção.
O número é sorteado aqui dentro e fecha a conta do dígito verificador — serve para testar formulário, cadastro e sistema. Não é consultado em base nenhuma, não passa por servidor e não fica guardado. Um número sorteado pode, por azar, ser o de uma empresa de verdade, e usar o CNPJ de outra pessoa para se passar por ela é crime.
Para que serve um CNPJ gerado
Para testar. Quem programa precisa preencher o campo de CNPJ de um cadastro cinquenta vezes por dia para ver se a validação funciona, se a máscara está certa, se a nota fiscal sai. Quem testa software precisa de um número diferente a cada rodada, porque o sistema costuma recusar CNPJ repetido. Inventar de cabeça não adianta: 11.111.111/1111-11 é recusado no primeiro clique, porque não fecha a conta.
E agora tem um segundo motivo, que é novo: conferir se o seu sistema aceita um CNPJ com letras. Todo campo, toda máscara e toda validação escrita antes de 2026 assume quatorze algarismos, e vai recusar um cliente de verdade no dia em que ele aparecer.
O CNPJ agora tem letras
A Receita Federal mudou a regra de formação do CNPJ pela Instrução Normativa nº 2.229, de 15 de outubro de 2024, e o primeiro número no formato novo saiu em 31 de julho de 2026: foi 00.000.000/E08G-12, uma filial do Banco do Brasil.
O motivo é simples de entender pela aritmética. A raiz do CNPJ — as oito primeiras posições, que identificam a empresa — só tinha algarismos, o que dá cem milhões de raízes possíveis, e nada mais. Empresa se abre todo dia, e a conta tem fim. Deixar letras entrarem multiplica o espaço sem mexer no tamanho do número.
O que não muda: o CNPJ continua com quatorze posições e com a mesma máscara de sempre, XX.XXX.XXX/XXXX-DV. Os dois dígitos verificadores do fim continuam sendo números — letra só entra nas doze primeiras posições. E quem já tem CNPJ não faz nada: os números que existem seguem válidos, sem prazo e sem troca. Os dois formatos convivem.
Quais letras entram
Todas as vinte e seis, de A a Z, em maiúsculas.
Vale escrever isso com todas as letras porque circula bastante o contrário — que I, O, U, Q e F ficariam de fora, para não confundir com 1 e 0. É boato. As perguntas e respostas oficiais da Receita dizem que o número será composto “por números de 0 a 9 e quaisquer uma das 26 letras de A até Z”, e a tabela de cálculo publicada pelo Serpro lista as vinte e seis, uma por uma. Se a sua validação recusar um Q, ela vai recusar empresa de verdade.
As letras não querem dizer nada
Esta é a diferença em relação ao CPF, onde o nono dígito é a região fiscal de emissão. No CNPJ alfanumérico, a Receita afirma que a atribuição é aleatória: as letras não carregam estado, não carregam natureza jurídica e não carregam atributo nenhum.
Por isso esta ferramenta não pergunta o estado. Um gerador que oferecesse “CNPJ de São Paulo” estaria inventando uma informação que o número não tem.
Como o CNPJ é montado
São quatorze posições em três pedaços:
- Raiz (8 posições) — identifica a empresa. É a mesma na matriz e em todas as filiais dela.
- Ordem (4 posições) — separa um estabelecimento do outro dentro da mesma raiz. 0001 é a matriz, por convenção.
- Dígitos verificadores (2 posições) — calculados a partir das doze anteriores, e sempre numéricos.
Os dois pedaços de cima variam de forma independente, e a Receita confirma isso: dá para existir raiz com letras e ordem só de números (AA345678/0003-29) e o contrário também (12.345.678/000A-08). É por isso que “Matriz” aqui em cima continua valendo quando você escolhe o formato com letras.
Como se calcula o dígito verificador
É a regra do módulo 11 de sempre, com um passo a mais para as letras caberem numa conta de aritmética: cada caractere vira o seu código na tabela ASCII menos 48. Os algarismos acabam valendo eles mesmos (0 é 48 − 48 = 0), e as letras vão de 17 (A) a 42 (Z).
Pegando o exemplo que a própria Receita publica, 12.ABC.345/01DE:
- Troque cada caractere pelo valor dele: 1, 2, 17, 18, 19, 3, 4, 5, 0, 1, 20, 21.
- Distribua os pesos de 2 a 9 da direita para a esquerda, recomeçando em 2 depois do oitavo caractere — o que dá, da esquerda para a direita: 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
- Multiplique cada valor pelo seu peso e some tudo: dá 459.
- Tire o resto da divisão por 11: sobra 8. O dígito é 11 − 8 = 3. (Se o resto fosse 0 ou 1, o dígito seria 0.)
- Para o segundo, gruda o primeiro no fim e repete tudo com treze caracteres: a soma dá 424, o resto por 11 dá 6, e o dígito é 11 − 6 = 5.
Resultado: 12.ABC.345/01DE-35.
O peso recomeçar depois do oitavo caractere é a parte que mais sai errada de cabeça: são oito pesos para doze posições, então a sequência dá a volta. Quem continua contando 10, 11, 12 obtém um dígito diferente e igualmente plausível — e só descobre conferindo contra um CNPJ de verdade.
Se você está escrevendo a validação
Duas armadilhas, e a segunda contraria o que quase todo mundo aprendeu com o CPF.
A primeira: aceite letra maiúscula nas doze primeiras posições e só número nas duas últimas. Uma expressão que aceite letra em qualquer lugar aprova 12.ABC.345/01DE-A5, que não é CNPJ nenhum.
A segunda: no CPF, as dez sequências de dígito repetido (111.111.111-11 e companhia) passam no módulo 11 e precisam ser recusadas uma a uma. No CNPJ, só a sequência de zeros passa. Os outros nove algarismos repetidos já caem sozinhos na conta — não é preciso filtrá-los, e um código que os filtra tem nove linhas que nunca fazem nada. A de zeros, essa sim, precisa ficar de fora, e este gerador nunca a devolve.
Este número é de alguma empresa?
Pode ser, e a chance é maior do que no CPF. As raízes só de algarismos são cem milhões, e a Receita está mudando o formato justamente porque essa quantidade está no fim — ou seja, boa parte dela já foi para alguém.
A diferença é que aqui dá para conferir: o cadastro de CNPJ é público. A Receita mantém uma consulta aberta que emite o comprovante de inscrição e situação cadastral de qualquer número — coisa que não existe para CPF, onde a consulta exige também a data de nascimento do titular.
Na prática isso só importa pelo uso. Digitar num sistema de teste que você mesmo está construindo não afeta ninguém. Usar para se cadastrar em algum lugar, sim.
Gerar CNPJ é ilegal?
Gerar, não — o que está aí em cima é uma conta de aritmética, e a regra dela é pública: a Receita publicou o cálculo do dígito verificador exatamente para que todo sistema saiba fazê-lo. O que é crime é o uso: se passar por outra pessoa é falsa identidade (artigo 307 do Código Penal), e obter vantagem enganando alguém é estelionato (artigo 171).
É por isso que este gerador termina no número e não vai adiante: ele não inventa razão social, não monta empresa e não preenche cadastro por ninguém.
O que este gerador não faz
- Não consulta a Receita. O sorteio acontece no seu navegador e não fala com servidor nenhum — nem com o nosso. Quem promete “CNPJ já validado na Receita” está mandando o seu dado para algum lugar.
- Não diz se um CNPJ existe. O que dá para saber sem perguntar a ninguém é se ele fecha a própria conta, e só.
- Não gera razão social, endereço nem inscrição estadual. Aqui é CNPJ, e acabou.
- Não guarda nada. Fechou a aba, o número some.