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Validador de CNPJ

Cole o número e veja se a conta fecha. Quando não fecha, a resposta diz qual dígito está errado e qual devia estar ali — e aceita o formato novo, com letras. Tudo no seu navegador.

O resultado aparece aqui enquanto você digita.

A conta é feita aqui dentro, no seu navegador. O número que você colar não é enviado para servidor nenhum, não é consultado em base nenhuma e não fica guardado.

“Confere” quer dizer o quê, exatamente

Que o número é bem formado: os dois últimos dígitos batem com as doze posições anteriores, pela conta do módulo 11. É isso, e é só isso.

Três coisas que “confere” não quer dizer:

  • Que a empresa existe. A conta fecha para qualquer combinação bem montada, inclusive uma que nunca foi registrada.
  • Que ela está ativa. Baixada, suspensa e inapta são situações cadastrais, e nenhuma delas mexe no dígito verificador.
  • De quem é. O número não carrega nome, endereço nem estado.

A diferença em relação ao CPF é que aqui existe para onde ir: o cadastro de CNPJ é público. A Receita mantém uma consulta aberta que emite o comprovante de inscrição e situação cadastral de qualquer número. Este validador não a consulta — nada aqui sai do seu navegador —, mas é ela quem responde o que a conta não responde.

Se o seu sistema começou a recusar clientes

É o motivo mais provável de você ter chegado nesta página em 2026, e a causa costuma ser uma linha só.

Desde 31 de julho de 2026 a Receita emite CNPJ com letras nas doze primeiras posições. Toda validação escrita antes disso assume catorze algarismos e recusa um número legítimo. Se o seu cadastro passou a barrar cliente novo, cole o número do cliente aí em cima: se a resposta for “confere”, o problema é o seu código, não o documento dele.

O que precisa mudar, em três pontos, e o gerador de CNPJ serve para você testar cada um deles:

  • Aceitar letra nas doze primeiras posições, de A a Z, maiúsculas — as vinte e seis, sem exceção.
  • Continuar exigindo número nas duas últimas. Os dígitos verificadores não mudaram e nunca são letra. Uma expressão que aceite letra em qualquer posição aprova 12.ABC.345/01DE-A5, que não é CNPJ nenhum.
  • Converter cada caractere pelo código ASCII menos 48 antes do módulo 11, em vez de tratá-lo como algarismo. Os números continuam valendo eles mesmos, então a conta antiga não quebra.

O passo a passo completo da conta, com o exemplo que a Receita publica, está na página do gerador.

A armadilha que veio do CPF

Quem já escreveu validação de CPF aprendeu a recusar as dez sequências de dígito repetido — 111.111.111-11 e companhia —, porque todas passam no módulo 11 e nenhuma foi emitida.

No CNPJ, só a sequência de zeros passa. Os outros nove algarismos repetidos já caem sozinhos na conta do dígito verificador. Copiar o filtro das dez para cá não causa erro, mas deixa nove linhas de código que nunca fazem nada — e some com a única que faz.

Erros que o validador aponta

A resposta não é um “inválido” seco, porque isso não ajuda ninguém a consertar nada:

  • Dígito verificador errado — diz qual dos dois e qual número a conta pede naquela posição. Aponta um por vez: o último é calculado em cima do penúltimo, então um erro lá derruba os dois, e a segunda queixa seria invenção.
  • Falta ou sobra posição — com a contagem do que achou.
  • Letra no dígito verificador — o erro típico de quem acabou de descobrir o formato novo.
  • Caractere que o CNPJ não usa — mostrando qual é.

Ponto, barra, traço e espaço são enfeite e passam batido. Também passam os traços esquisitos que Word, PDF e planilha colam no lugar do hífen, e os espaços invisíveis que vêm junto — acusar alguém de um caractere que ele não consegue ver na tela é a pior mensagem de erro que existe.