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Validador de CPF

Cole o número e veja se a conta fecha. Quando não fecha, a ferramenta diz qual dígito está errado e qual devia estar ali — em vez de só responder “inválido” e deixar você procurando.

O resultado aparece aqui enquanto você digita.

A conta é feita aqui dentro, no seu navegador. O número que você colar não é enviado para servidor nenhum, não é consultado em base nenhuma e não fica guardado.

O que “CPF válido” quer dizer aqui

Que os dois últimos dígitos batem com os nove primeiros. Só isso — e é tudo que qualquer validador do mundo consegue dizer sem perguntar nada a ninguém, porque a regra é uma conta de aritmética que roda em qualquer lugar.

O que ele não diz: se o número existe, se está regular, se está suspenso, e muito menos de quem é. Um CPF sorteado do nada passa nesta conta com a mesma folga que o seu — é o que a ferramenta ao lado faz o dia inteiro. Validar serve para pegar erro de digitação e número inventado na pressa, não para conferir gente.

Então como saber se um CPF existe mesmo?

Pela Receita Federal, e só. A consulta de situação cadastral é gratuita, fica no gov.br, não pede login — e exige o número mais a data de nascimento do titular, uma consulta por vez. É essa exigência que impede qualquer site (este incluído) de varrer o cadastro.

Quem promete “consulta de CPF completa” fora dali está vendendo outra coisa: ou dado de origem duvidosa, ou o seu próprio CPF sendo coletado no caminho.

Por que 111.111.111-11 é recusado

Porque a conta aceita e a Receita não. As dez sequências de dígito repetido fecham o módulo 11 direitinho — some, tire o resto, e o verificador dá o próprio dígito. Um validador escrito só com a fórmula aprova as dez, e é o furo mais comum do mundo nesse tipo de código.

Aqui elas caem, e a mensagem diz por quê, em vez de fingir que a aritmética reprovou.

Como a conta funciona

É o módulo 11, e dá para conferir no papel. Pegando 123.456.789:

  • Multiplique os nove dígitos por pesos que começam em 10 e descem até 2. A soma dá 210.
  • Tire o resto por 11: sobra 1. Resto 0 ou 1 vira dígito 0 — é o décimo.
  • Repita com os dez dígitos agora, pesos de 11 a 2. A soma dá 255, o resto é 2, e 11 − 2 = 9 é o décimo primeiro.

Resultado: 123.456.789-09. O último dígito depender do anterior é o que faz um erro em qualquer posição derrubar a conta — e é por isso que, quando o décimo está errado, esta ferramenta reclama só dele: o décimo primeiro caiu por tabela, e apontar os dois mandaria você corrigir um dígito que estava certo.

Os erros que mais aparecem

  • Dois dígitos trocados de lugar. O clássico da digitação, e o módulo 11 pega: cada posição tem um peso diferente, então trocar a ordem muda a soma.
  • Um dígito a menos. Costuma ser o zero à esquerda comido por planilha, que trata CPF como número e não como texto.
  • Caractere invisível colado junto. Espaço duro e BOM vêm de PDF, de Word e de planilha, e não aparecem na tela. Aqui eles são engolidos em silêncio, porque acusar alguém de um caractere que ele não consegue ver é a pior mensagem de erro possível.

Se você está escrevendo a validação do seu lado

São três filtros, nessa ordem: tem onze dígitos depois de tirar a pontuação; não é uma das dez sequências repetidas; os dois verificadores batem. Quase toda implementação quebrada por aí pula o segundo, e algumas se perdem no primeiro, ao aceitar o que a pessoa colou sem limpar.

E não confie no formulário: valide também no servidor. O que vem do navegador é sugestão.

O número que eu colar vai para algum lugar?

Não. A conta roda no seu navegador, não existe requisição nenhuma saindo daqui com o que você digitou, e nada é guardado — fechou a aba, sumiu. É o mesmo desenho de todas as ferramentas do site, e aqui ele importa mais que nos outros: CPF é dado pessoal, e o jeito de não vazar um dado é não recebê-lo.