Gerador de CPF
Um CPF que passa na conta do dígito verificador, para testar formulário, cadastro e sistema. Sorteado no seu navegador — não é consultado em base nenhuma e não fica guardado em lugar algum.
Nenhum CPF ainda — clique em “Gerar CPF”.
O estado entra no nono dígito, que é a região fiscal de emissão. São dez regiões para vinte e sete estados: sete delas juntam mais de um, e só São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ficam sozinhos no seu dígito.
O número é sorteado aqui dentro e fecha a conta do dígito verificador — serve para testar formulário, cadastro e sistema. Não é consultado em base nenhuma, não passa por servidor e não fica guardado. Usar CPF de outra pessoa para se passar por ela é crime, e um número sorteado pode, por azar, ser o de alguém.
Para que serve um CPF gerado
Para testar. Quem programa precisa preencher o campo de CPF de um cadastro cinquenta vezes por dia para ver se a validação funciona, se a máscara está certa, se o relatório sai. Quem testa software precisa de um número diferente a cada rodada, porque o sistema costuma recusar CPF repetido. Inventar de cabeça não adianta: 111.222.333-44 é recusado no primeiro clique, porque não fecha a conta.
Este número é de alguém?
Pode ser. E é a parte que quase nenhum gerador escreve.
O CPF tem nove dígitos livres, o que dá um bilhão de números possíveis. E o cadastro da Receita tinha 272,9 milhões de inscrições em outubro de 2024, sendo 223,7 milhões regulares — números do levantamento que o TCU fez do cadastro naquele ano. Ou seja: mais ou menos um em cada quatro números válidos já foi emitido para alguma pessoa. O que saiu aí em cima não foi “criado do nada”; é um número válido que pode estar no cadastro de alguém, e não existe lista pública que diga quais são.
A chance nem é a mesma em todo lugar. Cada região fiscal tem cem milhões de números para chamar de seus, e cabe muito mais gente dentro da região de São Paulo do que dentro da do Rio Grande do Sul — escolher o estado ali em cima mexe nessa conta.
Na prática isso só importa pelo uso. Digitar num sistema de teste que você mesmo está construindo não afeta pessoa nenhuma. Usar para se cadastrar em algum lugar, sim.
Gerar CPF é ilegal?
Gerar, não — o que está aí em cima é uma conta de aritmética, e a regra dela é pública desde sempre. O que é crime é o uso: se passar por outra pessoa é falsa identidade (artigo 307 do Código Penal), e obter vantagem enganando alguém é estelionato (artigo 171). Não importa se o número foi sorteado ou copiado de um documento; o que pesa é ter usado um CPF que não é seu para parecer quem você não é.
É por isso que este gerador termina no número e não vai adiante: ele não inventa nome, não monta identidade e não preenche cadastro por ninguém.
Como o CPF é montado
São onze dígitos, e só dois deles são calculados. Os oito primeiros são atribuídos na inscrição, sem ordem que dê para prever de fora — não se deduz dali data, idade nem lugar na fila. O nono é a região fiscal onde o CPF foi emitido. Os dois últimos são os verificadores, calculados a partir dos nove anteriores.
As regiões são dez, para vinte e sete estados — então o nono dígito agrupa. São Paulo é sozinha na região 8 e Minas Gerais na 6, mas o 9 vale para Paraná e Santa Catarina juntos, e o 2 cobre seis estados do Norte. É por isso que a ferramenta pede o estado e depois avisa quem mais divide o mesmo dígito: prometer o estado exato seria mentira.
Vale também dizer o que o dígito NÃO é: ele guarda onde a pessoa tirou o CPF, e não onde ela mora. Quem tirou o documento no Ceará e se mudou para São Paulo há vinte anos continua com um 3 ali.
Como se calcula o dígito verificador
É a regra do módulo 11, e dá para conferir no papel. Pegando 123.456.789:
- Multiplique os nove dígitos por pesos que começam em 10 e descem até 2: 1×10 + 2×9 + 3×8 … 9×2. A soma dá 210.
- Tire o resto da divisão por 11: 210 ÷ 11 sobra 1. Resto 0 ou 1 vira dígito 0 — esse é o primeiro verificador.
- Agora repita com os dez dígitos (a base mais o zero recém-nascido), com pesos de 11 a 2. A soma dá 255, o resto por 11 dá 2, e o dígito é 11 − 2 = 9.
Resultado: 123.456.789-09. O segundo dígito depender do primeiro é o que faz um erro de digitação em qualquer posição derrubar a conta — que é exatamente o serviço que o verificador presta.
Por que 111.111.111-11 não vale
Porque a conta acima aceita, e a Receita não. As dez sequências de dígito repetido fecham o módulo 11 direitinho, então um validador escrito só com a fórmula aprova todas — e todo sistema sério recusa, porque elas nunca foram emitidas. Este gerador nunca devolve uma delas.
Se você está escrevendo a validação do seu lado, essa é a linha que costuma faltar: conferir os dígitos e, antes disso, recusar os onze iguais.
O que este gerador não faz
- Não consulta a Receita. A consulta oficial de situação cadastral existe, é de graça e não pede login — mas exige o número e a data de nascimento do titular, uma pergunta por vez. Não é lista aberta, e é por isso que nenhum gerador (este ou qualquer outro) tem como dizer se o número que sorteou está no cadastro de alguém. Quem promete “CPF já validado na Receita” está mentindo ou quer o seu CPF para outra coisa.
- Não diz se um CPF existe. O que dá para saber sem perguntar a ninguém é se ele fecha a própria conta, e só.
- Não gera nome, RG nem endereço. Aqui é CPF, e acabou.
- Não guarda nada. O sorteio acontece no seu navegador; fechou a aba, o número some.